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Os 5 piores erros na construção de poços artesianos

A perfuração de poços artesianos precisa seguir normas técnicas para ser segura. Erros na construção de um poço podem levar a danos irreparáveis. Confira 5 deles


Conheça os maiores erros na perfuração de poços artesianos

Poços artesianos são considerados obras de engenharia que precisam seguir determinadas normas técnicas.


Se você pensa em ter um, o ideal é procurar uma empresa confiável e séria que obedeça a legislação para perfurá-lo.


Isso porque erros na construção do poço podem levar a danos irreparáveis. Não só você pode perder o seu dinheiro, como pode correr riscos de saúde se consumir a água.


Confira 5 dos principais erros construtivos de poços artesianos:


1. Verticalidade


Pode parecer bobeira, mas é essencial que o seu poço artesiano seja precisamente vertical, ou seja, com zero graus de inclinação.


Poços tortos – mesmo levemente - trazem muitos riscos. Imagine que apenas um grau de inclinação, em um poço de 100 metros, pode significar um metro de inclinação (ou seja, o fundo do poço ficará a um metro de distância em relação à boca).


O impacto disso é grande. Na hora de instalar a bomba, por exemplo, ela ficará raspando nas paredes, além de funcionar de forma inclinada, o que gera desgaste.


Sempre que for necessário retirá-la – o que é comum no momento da limpeza, essencial a cada um a dois anos -, a bomba provavelmente raspará ainda mais pelas paredes, o que pode danificá-la, bem como a própria parede do poço.


No geral, falta de verticalidade influencia a vida útil da bomba, que não é nada barata, bem como do próprio poço. Muito ruim para seu investimento, certo?



2. Coluna de revestimento


Poços artesianos precisam de isolamento sanitário para evitar que água contaminada da superfície se misture com a água que é captada subterraneamente, de distâncias mais profundas. Para alcançar isso, é necessário revesti-los.


A coluna de revestimento precisa ser muito bem-feita, desde a instalação da tubulação até a cimentação.


Caso contrário, tudo que fica nas camadas superficiais da terra (como fezes, agrotóxicos, matérias orgânicas etc.) pode passar por essa coluna e contaminar a água do poço.


Além da possível contaminação da água por microrganismos perigosos, a presença de materiais sólidos, como areia, pode danificar a bomba, diminuindo sua vida útil.


Nos casos mais graves, o poço pode até desmoronar ou soterrar.


Alguns dos pontos mais delicados são a solda dos tubos de revestimento e a aplicação de cimento.


A coluna de revestimento costuma ter, pelo menos, 20 metros. Uma vez que não existem barras de comprimento suficiente para revesti-la inteiramente, os tubos precisam ser soldados e colocados a fim de vedar o poço de forma segura.


Já a aplicação de cimento é um item obrigatório por lei e muitas vezes ignorado por empresas pouco sérias, que não seguem as normas técnicas. Sem a cimentação, é impossível garantir a vedação.


Sempre confira no orçamento que você recebeu se a empresa insere a etapa de cimentação, e não aceite um poço artesiano fora das normas técnicas.


Vale lembrar que essa etapa é prevista no projeto que toda empresa deve enviar junto ao pedido de licença ambiental de perfuração. Empresas pouco confiáveis não seguem a lei, e sim fazem poços clandestinos. Exija que a empresa que for fazer o seu poço tire a licença.



3. Escolha da tubulação de rede edutora


A tubulação que compõe a rede edutora é responsável por levar a água do fundo do poço até a superfície, ou seja, até sua boca.


Essa tubulação pode ser feita de vários materiais, que possuem qualidades diferentes. Os mais baratos costumam ter uma vida útil muito menor que os mais resistentes – como os de aço galvanizado ou inox.


O problema, aqui, é que alguns materiais não são recomendados para poços profundos. Por exemplo, tubos de PVC devem ser usados em poços de no máximo 120 metros.


Caso contrário, eles ficam muito pesados e podem trincar ou rachar. Essa é a principal causa de queda de bombas dentro de poços – quando isso acontece, é necessário pagar por uma “pescaria” do equipamento - esse procedimento utiliza maquinário especializado e leva tempo e, portanto, não é nada barato.


Também há risco de contaminação, caso o poço não seja bem isolado.



4. Dimensionamento errado no conjunto de bombeamento


Esse item não faz parte da construção do poço em si, mas muitas empresas vendem poços completos, incluindo o conjunto de bombeamento. Para isso, é necessário saber dimensionar corretamente a bomba.


A bomba de um poço artesiano precisa ser adequada para a quantidade de água que pode ser extraída dele diariamente (vazão).


Se a bomba tiver capacidade de extrair 2m³ de água por dia, mas a capacidade do poço for de apenas 1m³, por exemplo, ela irá secar o poço rapidamente.


E qual o problema disso? Bom, o conjunto de bombeamento é normalmente submerso, ou seja, precisa ficar debaixo d’água. Se ficar para fora, a bomba é danificada e pode até queimar.


Outro problema comum é na voltagem. Se a bomba funciona a 220V, mas a tensão é instável e abaixa com frequência (para 190V, digamos), isso pode desgastá-la muito rápido e diminuir sua vida útil.


5. Painel de comando adequado


Ao lado do dimensionamento correto da bomba, é importante ter um painel de comando adequado, com disjuntores de qualidade e dispositivos de segurança, chamados de relés.


Por exemplo, no caso de redes com energia instável, o relé pode desarmar a bomba se necessário, evitando danos.


Se o poço tem pouca água, um relé de nível também é desejável; caso o nível do poço abaixe muito, ele desliga a bomba, evitando que fique para fora d’água e queime.


De forma geral, a montagem do painel do comando precisa prezar pela segurança - afinal, uma peça de R$ 30 pode fazer uma bomba de R$ 5 mil queimar.


Como evitar erros de construção em poços artesianos?


O mais importante é fechar o negócio com uma empresa de perfuração confiável. Você pode seguir alguns passos simples para isso:


  • Sempre desconfie de orçamentos que não incluem a licença ambiental de perfuração, afinal, esse procedimento é obrigatório por lei e inclui a etapa de cimentação;

  • Desconfie de empresas que não informam qual material utilizam, nem explicam as diferenças de qualidade entre eles;

  • Desconfie de empresas que se apressam em fechar negócio ou dar desconto sem nem fazer perguntas básicas sobre a finalidade do poço, a tensão do local, a sua necessidade de vazão;

  • Desconfie também de empresas que não orientam sobre a legislação, incluindo uma etapa posterior à construção do poço, fundamental para legalizá-lo, que é a outorga de uso;

  • Sempre consulte se a empresa tem registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e exija que ela tire a licença ambiental; jamais feche negócio sem ter um projeto de construção assinado por um geólogo com registro no CREA.


A última etapa é a mais importante - a licença envolve a criação de um projeto de construção do poço artesiano feito por especialistas, baseado no histórico do local onde a perfuração irá acontecer e nas melhores práticas disponíveis. Sem ela, o poço é considerado irregular ou ilegal.


Só isso irá garantir o comprimento das normas técnicas, ou seja, a qualidade e a segurança do poço. É bom relembrar que o barato pode sair caro.


Precisa de ajuda para perfurar um poço legal e seguro? Fale conosco! Será um prazer atendê-lo.
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