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Poço sedimentar: o que é como funciona a perfuração

Atualizado: 12 de abr.

Entenda como funciona a perfuração de poços sedimentares e saiba em que locais do país este tipo de poço é mais frequente


Caminhão e máquina de perfuração de poços em solo sedimentar

O sucesso da perfuração de um poço artesiano depende de vários fatores, incluindo as condições geológicas do solo.


O solo de cada região do país pode ter uma composição diferente, bem como apresentar características específicas.


De forma geral, no entanto, dois tipos de formações geológicas são comuns: a rochosa cristalina e a sedimentar, sendo que a perfuração de poços funciona de forma diferente em cada uma delas.


Saiba o que é chamado de poço sedimentar, em que locais do país este tipo de poço é mais frequente e como funciona a construção de poços em regiões de aquíferos sedimentares:


Aquíferos sedimentares


O solo de formação sedimentar é composto por fragmentos, grãos e/ou pequenos pedaços de rochas depositados ao longo de bilhões de anos por rios, mares, lagos e geleiras.


Os elementos que compõem o solo sedimentar podem ser muito finos (como argila ou silte), médio finos (como areia) ou grossos (como cascalho). Em todos os casos, graças a um alto índice de permeabilidade, a água pode ser armazenada entre essas camadas sedimentares.


Uma vantagem da perfuração em camada sedimentar, assim, é que existem boas chances de se conseguir água. É esse o tipo de solo encontrado na região do sistema aquífero Guarani, por exemplo.


Em quais lugares do Brasil existem aquíferos sedimentares?


Os aquíferos chamados de porosos ou sedimentares são aqueles que ocorrem nas bacias sedimentares e em várzeas onde se acumulam sedimentos arenosos. Neste tipo de aquífero, a porosidade é quase sempre bem distribuída, o que permite que a água seja armazenada e flua para qualquer direção.



No Brasil, sistemas porosos ocupam cerca de 42% da área total do país, e são encontrados em cinco regiões hidrogeológicas diferentes: Amazonas, Paraná, Parnaíba-Maranhão, Centro-Oeste e região Costeira (ou litorânea).


A Bacia do Paraná, por exemplo, ocupa dois terços do território paulista. Embora o Guarani seja o aquífero sedimentar mais conhecido da região, outros seis estão presentes no estado: Bauru, Tubarão, Furnas, São Paulo, Taubaté e Litorâneo.


O Guarani, de fato, é o maior, estendendo-se do município de Rifaina, a norte, até Fartura, ao sul. Suas águas abastecem cidades importantes como São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Marília e Araçatuba.


Já o aquífero Bauru ocupa aproximadamente a metade oeste do estado. Seus limites compreendem o rio Paraná, a oeste e noroeste, o rio Grande a norte, e o rio Paranapanema a sul.


O Tubarão, por sua vez, ocupa uma faixa entre os municípios de Casa Branca até Itapetininga as proximidades de Itararé. Constitui uma importante fonte de abastecimento para a Região Metropolitana de Campinas e municípios do eixo Sorocaba-Campinas, como Indaiatuba e Capivari.


Furnas, São Paulo e Taubaté são aquíferos menores. O Furnas ocupa uma porção sudoeste do estado e tem como principais referências geográficas os municípios de Itararé, Itapeva e Nova Campina.


O São Paulo, como o próprio nome indica, ocupa uma área de pouco mais de 1.000 km² distribuídos irregularmente na porção central da bacia hidrográfica do alto curso do rio Tietê, coincidindo aproximadamente com a área ocupada pelo município de São Paulo e arredores.


O Taubaté fica no vale do rio Paraíba do Sul, na porção leste do estado, importante eixo econômico entre São Paulo e Rio de Janeiro que abrange cidades como São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Aparecida.


Por fim, o aquífero Litorâneo distribui-se irregularmente ao longo da costa, desde a região de Cananéia, a sul, até a região de Caraguatatuba e Ubatuba, a norte.


Vale lembrar que algumas regiões podem ficar nos limites de mais um aquífero. Tanto o Tubarão quanto o Guarani podem estar presentes em trechos entre Itu e Botucatu; entre Campinas, Piracicaba e Santa Maria da Serra; e nos vales do Pardo e do Mogi-Guaçu, por exemplo.


Mapa dos aquíferos do estado de São Paulo

Como funciona a perfuração de poço sedimentar


Geralmente, a perfuração em camadas sedimentes ocorre em um ritmo mais lento do que a perfuração em áreas com formações rochosas cristalinas. Isso porque é preciso ser cauteloso e evitar desmoronamentos.


As paredes dos poços sedimentares não costumam ter estabilidade, ou seja, são mais frágeis e “desabam” ao longo do tempo. Durante a obra, o uso de lama aditivada pode ser necessário, para retirar fragmentos desabados e tornar a obra mais segura.


Ao final, geralmente é necessário instalar uma tubulação de revestimento em toda a extensão do poço, para torná-lo mais estável.


Isso costuma tornar este tipo de construção frequentemente mais cara que poços perfurados em camadas rochosas cristalinas, já que o revestimento tem um custo.


Além disso, o ideal é utilizar pré-filtros e filtros para garantir uma boa passagem de água, ao mesmo tempo em que retém fragmentos indesejados.



O uso frequente de filtros é, inclusive, mais um dos desafios da construção de poços sedimentares: o perfurador precisa considerar o espaço adequado para as tubulações durante a obra.


Por fim, é importante lembrar que o poço sedimentar é um poço tubular profundo, sujeito ao cumprimento de normas técnicas e regulamentos. Além do revestimento e da instalação dos filtros, a legislação brasileira prevê, entre outras coisas, o isolamento sanitário do poço, com vedação completa dos primeiros 20 ou 30 metros.


Todos esses procedimentos servem para garantir a segurança, a qualidade e a durabilidade do poço sedimentar. Daí a importância de contratar uma empresa de perfuração séria que siga todas as normas e que tenha experiência e conhecimento técnico.


Se for mal construído, o poço sedimentar pode desmoronar ou parar de funcionar rapidamente, desperdiçando seu dinheiro.



Em casos mais graves, pode até afetar construções ao redor e contaminar o aquífero, o que configura crime ambiental.


Como saber se um poço sedimentar tem água


Embora seja possível fazer estimativas com base em conhecimento geológico e experiência técnica, as condições de cada região podem variar por diversos motivos.


Logo, não acredite em nenhuma empresa de perfuração que garanta água ou que diga exatamente em qual profundidade, quantidade ou qualidade ela será encontrada.


Se você quer furar um poço e acredita que esteja em uma região com solo de formação sedimentar, procure uma empresa com profissionais habilidosos e que siga a legislação para fazer uma visita técnica ao local e te enviar um orçamento sem compromisso.


Ter um bom projeto de perfuração e uma equipe de especialistas por trás da perfuração irá aumentar bastante as chances de sucesso da obra.


Tem mais dúvidas sobre poços sedimentares ou gostaria de solicitar um orçamento para um poço artesiano de qualidade? Fale conosco! Será um prazer atendê-lo.
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