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Poço artesiano para condomínio: tudo que você precisa saber

Atualizado: Mar 26

Confira o passo a passo para ter um poço artesiano em seu condomínio, conheça todas as vantagens e aprenda a gerenciar os riscos potenciais desse tipo de obra


Poço artesiano para condomínio

Quem vive em condomínio sabe que a conta de água coletiva pode ser bem cara. Além disso, problemas com o abastecimento público e as companhias de saneamento são comuns.


Pensando nisso, será que um poço artesiano é uma alternativa viável?


A princípio, parece uma boa forma de ter um fornecimento de água contínuo com economia. E na prática? O investimento vale mesmo a pena?


Abaixo, confira as principais vantagens de ter um poço artesiano em seu condomínio, e conheça o passo a passo necessário para se obter um. Por fim, saiba como gerenciar os riscos potenciais desse tipo de obra.


Vantagens de um poço artesiano para condomínio


As vantagens são muitas:


  • fornecimento próprio e contínuo de água, sem depender de companhias públicas ou de caminhões-pipa;

  • água geralmente adequada para consumo humano;

  • economia real na conta (em alguns casos, é possível zerá-la);

  • fonte de água mais sustentável, sem desperdício no transporte.


Passo a passo: como ter um poço artesiano em seu condomínio


1 – Solicitar orçamento


O primeiro passo é solicitar orçamentos a empresas de perfuração sérias, ou seja, que trabalhem dentro da legislação e tenham registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).


Essas empresas devem realizar um estudo de viabilidade e apresentar um projeto de perfuração com orçamento ao síndico.


2 – Aprovação em assembleia


Depois disso, a empresa escolhida e a obra devem ser aprovadas em assembleia. Geralmente, esse tipo de obra pode ser aprovado pela maioria simples, ou seja, metade mais um do total de presentes na reunião.


3 – Licença ambiental


A obra não deve começar sem a licença ambiental que autoriza a perfuração, e que deve ser obtida pela empresa junto ao órgão estadual competente.


Esse processo pode demorar de um a quatro meses, dependendo do estado e da quantidade de licenças a serem analisadas.


4 – Perfuração


Obtida a licença, a obra pode começar. Dois caminhões carregados com equipamentos modernos são necessários para realizar a perfuração e a instalação dos materiais do poço, como conjunto de bombeamento e revestimento. Isso pode durar de 3 a 20 dias.


Depois de pronto, o poço ocupa pouco espaço e pode ser instalado na superfície ou subterraneamente.

Poço artesiano de superfície e subterrâneo

5 - Outorga


Depois de perfurado o poço, o condomínio precisa obter uma outorga que confere o direito de utilização da água. Esse documento é concedido por órgãos estaduais competentes, e normalmente precisa ser renovado a cada 5 anos.


Neste ponto, a água do poço deve ser analisada em laboratório para confirmar se é adequada para consumo humano, e se atende às normas de segurança da ANVISA. Não é comum, mas talvez seja preciso tratar quimicamente a água.


6 – Manutenção


O ideal é que uma manutenção preventiva seja feita todo ano. Ou seja, o poço deve ser limpo, a bomba deve ser checada, e a vazão e a qualidade da água devem ser testadas.


Como ter um poço artesiano sem riscos


Bom, já vimos como ter um poço artesiano em um condomínio, e quais são as vantagens. E os riscos? Com o que você deve se preocupar?


Infelizmente, a perfuração de poços artesianos é uma atividade de risco.


O maior perigo é o de não encontrar água. O custo de perfuração em um condomínio não é baixo e, mesmo com um bom projeto, nunca há garantias.


Mesmo que se encontre água, o ideal é que a vazão atenda bem às necessidades do condomínio, para que a economia na conta seja substancial e o investimento possa ser recuperado a médio prazo.


Enquanto alguns estudos podem até apontar se as chances de encontrar água são boas, a vazão é muito mais delicada de se definir e também há zero garantias.


Por fim, a qualidade da água também é sujeita a variação. Enquanto a água de poços artesianos costuma ter boa qualidade, problemas podem ocorrer que exijam tratamento.


Além disso, por lei, toda água destinada a consumo humano (o que significa qualquer água que tenha contato com a pele humana, como chuveiro e torneira, mesmo que não for ingerida) precisa ser tratada com um teor mínimo de cloro.


Tudo isso torna a empreitada bastante incerta - você pode não encontrar água, ou encontrar água em vazão e qualidade indesejadas.


O melhor jeito de contornar esses riscos é contratar uma empresa que trabalhe com a modalidade WAAS – “Water as a Service”, ou “água como um serviço”, praticada por concessionárias de saneamento particulares como a NeoWater.


Neste modelo de negócios, a empresa arca com todos os custos da perfuração e da manutenção do poço artesiano, garantindo determinada vazão de água ao cliente durante tempo estipulado em contrato. Análises de potabilidade periódicas também estão inclusas.


Os custos de implementação e operação do poço são zero. O cliente paga somente uma taxa mensal pela água usada, inferior ao valor praticado por concessionárias.


Uma vez que se trata de um modelo BOT (Build, Operate and Transfer, ou, em português, Construir, Operar e Transferir), ao final do contrato, o sistema de abastecimento implantado torna-se propriedade do cliente, sem nenhum custo adicional.



E o mais legal é que a economia não precisa ser somente financeira. Você pode usar menos água também - o projeto pode incluir práticas sustentáveis, como tratamento de efluentes, reuso, captação de água de chuva etc. Seu bolso e o meio ambiente agradecem!


Quer saber mais sobre este tipo de projeto? Solicite um orçamento sem compromisso!
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